Gn 4,25-5,32 – rodapé da Bíblia Ave Maria
Não se deve tomar ao pé da letra nenhum dos dados que esta passagem apresenta. Houve pessoas que lançaram diversas teorias ou interpretações para eles. É preciso contextualizá-los, ligá-los ao plano divino, de fidelidade-infidelidade a ele, de adesão ou não ao projeto de vida e justiça de Deus. Não se trata, portanto, de personagens riais, que teriam semelhante longevidade. A quantidade de anos é um modo de quantificar a qualidade de vida, mas, acima de tudo, a consistência da adesão ou não ao plano divino. Note-se a variação irregular das idades, cuja intenção real é ambientar o relato à história de Noé e o dilúvio. Pode-se dizer que os personagens deste relato derivam do tronco que substitui o assassinado Abel, portanto, constituem a estirpe dos “bons”, em oposição a linhagem de Caim, que são os “maus”. Pois bem, essa descendência boa é, no momento de tirar o limpo, a que vai provocar o castigo do dilúvio, porque nem mesmo foi capaz de manter essa alta qualidade de vida que se depreende do projeto divino sobre a justiça.